Vamos cumprir ao menos uma resolução de ano novo?

Pensando bem, resoluções de ano novo mostram como todos temos aspirações semelhantes.

É sério. Compare a sua lista com as de seus amigos, de celebridades, de influenciadores, as de revistas até, e estarão lá: cuidar mais da saúde, aprender a investir melhor, viajar mais, fazer um curso…

Fazer um curso, uma pós, uma especialização está quase sempre nos planos – mesmo que acabe não sendo cumprido. Mas e se, ao invés de um curso fosse possível fazer vários ao longo do ano, sem precisar abrir mão de outros deveres ou prazeres?

Não, não estou vendendo nada – bem, talvez só uma ideia. 

O micro learning ou micro aprendizado propõe que nos dediquemos a estudos curtos, porém mais aprofundados. É escolher um tema, desmembrá-lo e estudar os fragmentos que mais nos interessam ou que têm mais a ver com a nossa área de atuação, ou ainda que terá aplicação imediata. É aprender muito sem, necessariamente, ter que fazer, por exemplo, um MBA. 

O conceito não é novo. Ao fazer buscas por micro learning, encontramos explicações de como as empresas podem utilizar para treinar seus funcionários, a sua eficácia para mini treinamentos etc.  Já debatidas há cerca de dois anos. Mas no meu entendimento, existe uma oportunidade que, sim, é nova. A de investir na educação continuada e no conhecimento de forma rápida, direcionada e através de diferentes formatos. Para muitas pessoas, uma especialização de 18 meses representa um oásis de reflexão no cotidiano frenético; mas para outras tantas, essa perspectiva é um desestímulo, por ser longo, por ser caro, por demandar muito, e por incluir disciplinas não exatamente interessantes para elas.

Olhando ainda mais de perto, o micro aprendizado proporciona algo fundamental para os dias de hoje: a variedade. É possível fazer pequenos cursos de temas relacionados à área de atuação, mas também outros aparentemente mais distantes da profissão, mas que definitivamente contribuem para ampliar o repertório e a compreensão das coisas. Melhor ainda, pode acabar despertando competências e interesses, que podem nos levar a outro curso, e outro, e outro…

Os cursos não trazem diplomas ou nomes de instituições de peso para o currículo. Mas trazem conhecimento, pertinência, aplicabilidade, e o poder de nos fazer profissionais melhores e mais competentes. No final, não é isso que importa?

(sem contar a satisfação de cumprir uma das resoluções de ano novo…)

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