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As tendências do mercado de comunicação para 2018

Saiba o que os sócios e fundadores da Talquimy esperam para a nova fase da comunicação.

Em 2017, o vídeo, o SEO e os influenciadores comandaram as conversas. Mas qual será o papel deles em 2018? Vamos seguir os mesmos formatos e estratégias em um mercado que exige cada vez mais um olhar 360 para comunicação? Ou vamos explorar o potencial das marcas contando boas histórias em várias frentes?

Pensar a comunicação de forma integrada já é uma demanda do mercado e um dos grandes objetivos da Talquimy desde o início. Para suprir essas necessidades, a tendência para 2018 é desenvolver estratégias que se aproveitem de ferramentas além do Google e Facebook. “Essas plataformas continuarão tendo a mesma relevância, mas devemos ter opções mais consolidadas para explorar em um projeto, como o Spotify e outras ferramentas. A ideia é ampliarmos as maneiras de conversarmos com as audiências, indo além do texto e imagem”, analisa Fábio Siqueira, Sócio e Diretor de Criação da Talquimy.

O audiovisual é um formato que segue em franca evolução. Segundo pesquisa feita pela Provokers, o consumo de vídeo na internet cresceu 90% em três anos. De acordo com Fábio, o desafio agora é variar o formato, oferecer diferentes maneiras de abordagem, usando novos recursos de filmagem.

Atrelar as marcas a uma experiência positiva para os usuários é outra estratégia que cresceu muito em 2017 e que tende a aumentar em 2018, inclusive na Talquimy, conforme revela Ronald Mincheff, sócio da empresa: “Essa estratégia é sempre muito presente nas ativações que a gente faz. A audiência sempre quer tocar, sentir, fazer parte. Inclusive a experiência da marca é mais rica porque o consumidor consegue propagar aquilo que viu. Sempre que for possível, aquele momento de experiência é prioridade. Queremos fazer mais”.

Ao falar sobre eventos e ativações, é praticamente instantâneo se lembrar dos influenciadores, tanto micro, quanto macro, que fizeram a cobertura de muitos deles e ajudaram a propagar a mensagem da marca. Mas será que eles vão continuar tão importantes para as estratégias de 2018? Leticia Lyra, sócia da Talquimy, analisou essa questão: “Nós vamos ter uma nova onda de influenciadores e vai ter um novo modelo para isso. Nós criamos uma bolha onde todo mundo virou influenciador e todo mundo quer ser. As marcas acham que criar um relacionamento com influenciador que tem dois milhões de seguidores já é suficiente, mas não necessariamente aquilo traz algo de volta para ela. Os micro influenciadores precisam ficar batalhando para serem considerados, quando, na verdade, eles podem ter muito mais poder de influência, dependendo do que estamos falando”.

Ainda de acordo com Leticia, é normal que isso tenha acontecido, porque tudo o que é novo e faz sucesso, passa por essa fase de pico, depois vem a acomodação. Por isso, o comportamento das marcas e dos influenciadores devem mudar no ano que está por vir.

A tendência é que surja uma nova fase, onde os influenciadores continuam sendo ponto importante para as estratégias de comunicação, porém, será imprescindível que aconteça uma readequação de ambos os lados.“As marcas funcionam como um catalisador de conversas em diversos segmentos da sociedade. Elas precisam entender esses diálogos e participar dele de forma autêntica. A comunicação é a ferramenta para fazer esse filtro, promovendo o que realmente é genuíno e eliminando o que é artificial”, comenta Fábio.

Ronald compartilha do mesmo pensamento: “A marca tem que descobrir sua essência, definir seu propósito e se apoiar nisso. O nosso trabalho é de comunicar ou de trazer parceiros interessantes para isso. A marca que não tem personalidade fecha a porta”.