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Conteúdo como ferramenta de relacionamento

Mais do que compartilhar o conteúdo de uma marca, os influenciadores querem fazer parte dele e se identificar genuinamente.

Vivemos a chamada “era da colaboração” onde o relacionamento com influenciadores de todos os nichos e tamanhos está em alta. Todo mundo buscando o “jeito certo” de engajar os creators e fazer eles falarem bem das marcas de forma espontânea.

Nesse contexto, enviar um conteúdo produzido pensado para o compartilhamento daquele influenciador já não é mais suficiente. É preciso fazer com que ele se sinta parte de um conteúdo, tenha vínculos reais com ele, para, só então, ter o impulso de propagar aquela informação. Trazer o influenciador para dentro da marca é dar a ele o papel de personagem e não apenas de replicador. Quando ele passa a ser o conteúdo e não apenas compartilha o mesmo, estabelece conexões com a marca que agregam valor à mensagem.

Foi o que fizemos junto com o Mercado Livre a fim dar visibilidade ao seu portfólio de livros disponíveis na plataforma. Entrevistamos diversos influenciadores sobre os livros que fazem parte da sua trajetória e publicamos cada uma destas conversas no blog Mercado Livre Ideias acompanhados de uma ilustração exclusiva da artista Patricia Leda, criadora do perfil @sublinhando, no Instagram.

Mas, a ação não terminou com a publicação das entrevistas - que por si só já engajaram os influenciadores. Eles receberam em casa sua ilustração emoldurada como um presente da marca por dividirem histórias carregadas de significado sobre os livros que marcaram suas vidas. O resultado foi divulgação espontânea dos conteúdos do site e da marca, fortalecimento do relacionamento com os creators e associação do Mercado Livre com o mercado editorial.

Agora, o curioso: governantes, líderes de opinião, até marcas vão e vêm nas redes sociais fazendo de um tudo, falando o que querem; mas parece que quando têm algo mais sério a colocar, voltam para a imprensa tradicional. O Trump vai para a TV explicar o shutdown; a Vale faz coletivas de imprensa diárias para explicar o inexplicável; as marcas vão aos jornais e revistas para fazer anúncios importantes. O que me faz pensar que talvez, depois da tempestade, o jornalismo esteja encontrando o seu caminho de volta.

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